QUEM QUER OUVIR O CHAMADO DAS FLORES?

POR JOSÉ JOACIR DOS SANTOS - Psicoterapeuta e Jornalista – www.joacir.jor.br

 

O que atrasa o processo de evolução espiritual de todos nós, terráqueos, é a mania de dividir, levantar barreiras, formar grupos. O movimento holístico diz que é preciso disseminar o conhecimento, desmascarar os preconceitos e conceitos antigos, juntar todos as peças desgarradas para se formar um todo amplo, sem divisões, onde todos trabalhem na direção do bem-estar e da evolução humana. Afinal, o atraso é sempre em cascata. Você ocupa uma posição que pode bloquear o crescimento e seu filho ou seu neto pagará o preço. Muitas vezes isso ocorre em nome da ciência, da crença atrasada, da condição social alinhada com a pobreza, etc. Lembro de uma senhora que chefiava a censura no regime militar, nos anos 70, que se dedicava a censurar canções e tudo o mais que não lhe agradava e que seus chefes achavam que a população brasileira precisava de tal proteção. Hoje a história não sabe sequer o nome dela nem de seus chefes. O General Figueiredo teve um funeral acompanhado por soldados de plantão, que cumpriam ordens. O que dizer, então, dos processos sofridos por Chico Xavier no começo da carreira?
O País inteiro está cheio de associações, conselhos, federações. Muitos desses órgãos têm em seus estatutos frases e artigos inspirados em juristas franceses, gregos e até romanos de séculos atrás, tão atrasados quanto as convenções dos condomínios. Isso me faz lembrar grupos religiosos que com o tempo passam a dizer que a verdade e a salvação estão com eles. Há brigas terríveis entre grupos chamados da Nova Era nos Estados Unidos pela “patente” de entidades espirituais tais como os arcanjos e os mestres da Fraternidade Branca. É por essas e outras que a essência holística deve ser restaurada, cultivada, para acabar com esses vexames. O Brasil tem tudo favorável ao avanço espiritual, pela própria formação miscigenada. Somos privilegiados com amplas florestas, rios, uma enorme costa marítima, minérios raros, fartos e um povo que no geral é bom. Falta-nos um componente impulsionador do crescimento espiritual: a pesquisa cientifica voltada para o espírito da Era de Aquários. A mentalidade de muitos órgãos públicos dedicados à pesquisa é presa a conceitos e preconceitos europeus, coloniais, mesquinhos, velhos. Quantas flores, sementes, frutos de árvores brasileiras ainda não foram catalogados? Morria de inveja quando via em Pequim, nos anos que ali vivi, funcionários do governo colhendo sementes de tudo que havia brotado nos jardins, praças e parques.
Quando o Dr. Richard Bach largou a fama e a carreira para morar em uma simples casinha de campo para poder se dedicar completamente a pesquisa sobre as flores, que deram origem aos Florais de Bach, foi fácil para ele identificar que para cada matriz emocional havia uma flor bem perto de sua casa esperando para servir a esse propósito. Com Neide Margonari, a sintonizadora e produtora dos florais de Saint Germain, a história não foi diferente. Depois de comprar uma casa de campo de forma “coincidente”, as flores começaram a chegar. Há o caso de uma plantinha que nasceu no jardim da casa, floriu, esperou que a Neide colhessem suas flores e jamais nasceu novamente, de forma que quando acabar a essência dessa flor o floral dela deixará de existir. O que dizer então da canalizadora das Essências de Gabriel, a Maria Teresa Miralles? Ela andou pelo mundo, veio para o Brasil, morou em vários lugares e um certo dia alguém lhe ofereceu uma fazenda em Goiás e ela comprou sem ver, sentindo que o momento havia chegado. Nessa fazenda, onde já existia uma casa, não demorou muito e ela percebeu que estava cercada de flores do Cerrado, bem ali, esperando. Brasília está cheia de Ipê Roxo, Rosa, Amarelo, Dourado e até Branco. As flores nascem onde há necessidade do equilíbrio que suas essências possuem! Tudo é projetado pelos seres espirituais. A Terra não é de interesse apenas nosso, mesmo porque nossa passagem aqui é limitada. Há uma infinidade de seres que aqui precisam encarnar, viver, ajudar a crescer e a evoluir. É preciso estar atento às flores que nascem ao nosso redor e o que elas tentam nos dizer.
Da mesma forma que trabalhamos incessantemente aqui, existem os trabalhadores astrais. Esses são mais privilegiados porque não necessitam dormir. Seus corpos não são constituídos de carne, sangue, ossos e cartilagens. Há inúmeros níveis evolutivos e um deles é o dedicado às plantas na Terra. Esses engenheiros espirituais tratam de semear plantas medicinais de acordo com a necessidade dos grupos humanos, de acordo com cada cultura. Foi assim que eles trabalharam com o Dr. Bach e de lá para cá com inúmeros pesquisadores de medicamentos e florais. Estão brotando muitos florais no Brasil. A matriz multicultural do nosso povo facilita esse trabalho e é por isso que temos uma flora rica, direcionada a todas as mazelas e desequilíbrios humanos. Infelizmente, o interesse das autoridades competentes em desenvolver as pesquisas neste campo ainda é pequeno, e a desculpa sempre é a falta de dinheiro público para investimentos -- o que não é um problema para os que roubam essas riquezas, especialmente da Floresta Amazônica. Lá fora já é grande a lista de produtos feitos com plantas amazônicas patenteados e exportados para o Brasil a peso de ouro. Quase todos os dias a imprensa inglesa tem um artigo falando da devastação e da riqueza das nossas florestas sem mencionar que foram eles, os europeus, que começaram esse mau hábito da destruição há 500 anos. Tendemos a ficar de braços cruzados enquanto fronteiras são invadidas, hoje, por toda sorte de explorador.
Há muito tempo que o alho me chama a atenção. Morei em diferentes continentes e vi que os povos conhecem o alho como um grande aliado do equilíbrio físico. Liguei para alguns órgãos públicos de pesquisa sediados em Brasília e perguntei sobre as propriedades curativas do alho. Não fiquei surpreso com a falta de respostas. O Engenheiro Agrônimo Nozomu Makishima, do Serviço de Atendimento ao Cliente do Setor de Hortaliças da Embrapa apresentou-me um enorme relatório sobre o plantio do alho no Brasil, com detalhes preciosos e da maior importância para agricultores, no qual as cifras de produção já são impressionantes: Minas, por exemplo, produziu, em 1994, nada menos que 14099 toneladas de alho em uma área de 2294 hectares. Paraná e Santa Catarina são grandes produtores. O relatório do Dr. Makishima é rico e fala sobre clima, época do plantio, cultivares, escolha do terreno, irrigação, adubos, nutrientes, calagem, sistema de plantio, colheita, armazenamento, cura das doenças, pragas e inúmeros outros detalhes importantes para agricultores. Mas, a Embrapa não desenvolve a pesquisa sobre o uso medicinal das plantas e não há informações nesse sentido sobre o alho. Funcionária da Fundação Nacional de Saúde, FUNASA, não foi capaz de encontrar um pesquisador que falasse sobre este assunto e disse, por telefone, não ter “encontrado na biblioteca” pesquisa sobre o uso do alho nas comunidades indígenas. Parece que algumas fundações brasileiras só existem para constar nos catálogos telefônicos. Por que não empregar pesquisadores? Quando será que alguns órgãos que supostamente deveriam dar atenção ao público vão deixar cair a ficha? A operadora de um desses órgãos me pediu nome, telefone, CPF e identidade para depois dizer que “não trabalhamos com esse tipo de pesquisa”. Será que eles ainda não saíram da ditadura militar ou não há quem fiscalize o trabalho deles?
Ao contrário da orientação brasileira, os norte-americanos sabem tudo sobre alho, que é uma hortaliça de cultivo mundial. Eles também sabem sobre uma infinidade de plantas brasileiras, disponíveis em cápsulas nas farmácias, com o rótulo “made in USA”. Por quê? Segundo François Balmé, autor do livro Plantas Medicinais, o alho combate insônia, calos, pressão alta, reumatismos, vermes infantis. Mas este autor não fala de muitas outras plantas brasileiras como o Ipê, popularmente conhecido como antiinflamatório. Será que eles não conhecem ou porque não é do interesse dos laboratórios internacionais que o conhecimento popular se amplie? O Centro Nacional para Medicina Complementar e Alternativo dos Estados Unidos reconhece o alho como efetivo no combate a certos níveis de câncer. Já o Stanford Center for Research in Disease Prevention (Centro Stanford de Pesquisa e Prevenção de Doenças) do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (The National Institutes of Health), desenvolve pesquisa sobre os efeitos do alho no combate ao colesterol, naturalmente que com a ajuda do Governo Americano. Enfim, a Internet está cheia de artigos sobre alho, mencionando sempre os pesquisadores estrangeiros. Até quando o “Celeiro do Mundo” ficará de braços cruzados?
Um dos povos que mais utiliza as propriedades curativas das plantas é o chinês. Você pode entrar em uma farmácia típica em Pequim, Hong Kong ou Taiwan e não achar uma aspirina mas há incontáveis prateleiras com todo tipo de erva medicinal. Alho é um auxiliar importante na manutenção do equilíbrio físico durante o pesado inverno chinês, onde a temperatura fica entre 5 e 15 graus abaixo de zero, por seis meses. Outro componente importante é a superpopulação. Durante o inverno Pequim é extremamente poluída e vira um terreno fértil para gripe e doenças respiratórias. O que a população faz? Na primavera, as famílias adquirem alho fresco, descascam e colocam em compotas de vidro com mel de abelha. Quando o inverno chega, cerca de três meses depois, o alho e o mel já se integraram. Com esse processo o alho perde quase todo o cheiro e fica doce. Esta é a sobremesa preferida, gostosa, e que segura a imunidade durante os pesados seis meses de inverno. Quem não come alho fica gripado e adoece quando o frio penetra nos ossos. Há registro também do uso do alho pelos construtores das pirâmides egípcias e neste caso o alho daria força para o pesado trabalho, segundo o Dr. Andrew Weil, norte-americano. Por que será que a crendice popular afro-brasileira recomenda a exposição de trança de alho contra o olho gordo e a inveja? Na África, o alho é amplamente usado e o único limite é a pobreza e as guerras, que parecem intermináveis em quase todo o continente. Na Índia, muitos hospitais públicos trabalham apenas com as ervas nativas.
A espiritualidade é muito sensível a cheio, odor, sabor. Há um debate em torno de carnes vermelhas e o Mestre Ramatis chega a detalhes tão curiosos sobre isso que ninguém tem coragem de comer um bife suculento depois da leitura de um dos seus livros. É comum o cheio de rosas nos trabalhos mediúnicos como um sinal da sintonia com a espiritualidade elevada. Devido à sutileza dos seus corpos astrais, deve ser muito difícil para um espírito elevado aproximar-se de um corpo impregnado de antibióticos, maconha, carnes vermelhas, vísceras animais, feijoada, álcool etc. Ao mesmo tempo os espíritos não evoluídos e presos ao umbral fazem de tudo para incorporar e pedir cachaça, comida, sacrifício de animais etc. Muitos ficam nos bares e outros lugares para literalmente sugar a essência dessas “delícias” terrenas. Parece existir uma relação entre elevado com o cheio bom e atrasado com o cheio ruim, mas nada é rígido nos mundos astrais. Alho exala um forte cheiro, tem um sabor ardido e foi colocado na Terra pela engenharia espacial para trabalhar a imunidade física, cuja proteção estende-se à espiritual. A flor do alho está ligada ao raio azul. Segundo o Dr. Nozomu Makishima, alho é rico em potássio, fósfaro, sulfato de magnésio, zinco, bórax e outros. Para os chineses, é excelente antigripal e eficaz nas doenças respiratórias, o que coincide com as pesquisas de Neide Margonari.
Neide Margonari, dos Florais de Saint Germain, diz: “Allium desfaz encantamentos e traz proteção aos ataques de forças psíquicas astrais e vampirismos. É um poderoso desobsessor. O floral Allium devolve a calma, o discernimento, e atua como coadjuvante nos estados de esgotamento físico e psíquico. Combate insônia, hipocondria, hipotensão, anorexia, distúrbios metabólicos, obesidade, menstruação atrasada, gripes fortes, problemas nos rins, degeneração dos vasos sanguíneos, úlceras purulentas, varizes, impinge, etc”.
É fundamental que abramos os olhos para a junção do conhecimento de forma holística. É preciso quebrar as barreiras dos conservadores de plantão, que bloqueiam o crescimento humano e muitas vezes ignoram que somos corpo, inteligência, espírito, emoção. O corpo físico morre sem o espírito. O espírito sem um corpo não realiza os projetos terrenos. Quando será que sairemos dos postos de saúde com a lista de frutas, verduras, chás, florais, fitoterápicos e produtos homeopáticos? Quando será que voltaremos ao ser holístico do qual nunca deveríamos ter saído? Precisamos juntar as nossas forças para que possamos avançar no conhecimento abrangente, ilimitado, sem barreiras, para todos como se fôssemos um. A unidade multifacetada como o Sol que nos ilumina.